Realizada na manhã desta terça-feira (8) na Assembleia Legislativa, a 40ª sessão da Caravana da Anistia que apreciou 14 requerimentos de pedidos de anistia política. A sessão realizada simultaneamente no Plenário Nagib Haickel e o plenário Gervásio Santos teve a presença de seis conselheiros do Ministério da Justiça, ministro Especial de Direitos Humanos, Paulo Vanucchi, do presidente da Comissão, Paulo Abrão, e do coordenador do projeto Direito à Memória e à Verdade, Maurice Politi.
Participaram ainda solenidade de abertura, o presidente da Assembleia, deputado Marcelo Tavares (PSB), o autor do pedido de vinda da Caravana a São Luis, deputado Rubens Pereira Junior (PCdoB), o Secretario Estadual de Direitos Humanos, Sérgio Temer, representando a governadora Roseana Sarney e o deputado federal Flávio Dino (PCdoB).
Rubens Junior lembrou da importância da vinda da Caravana ao Maranhão, um estado onde muitas pessoas sofreram perseguições durante a ditadura militar. Flávio Dino lembrou que o pai, o ex-deputado Sálvio Dino, teve o mandato cassado pela ditadura militar e ressaltou que hoje o país respira ares democracia graças a luta de pessoas que decidiram lutar pela liberdade em tempos marcados pela repressão.
Paulo Vanucchi fez um discurso longo e ressaltou a trajetória da luta em favor da anistia lembrando ainda que o Brasil vive um momento especial e é preciso não fechar os olhos para os fatos que aconteceram na história recente.
Desde que foi criada, em 2001, a Comissão já recebeu cerca 66 mil pedidos de anistia, dos quais cerca de 54 mil já foram apreciados. Um grupo superior a mais 35 mil brasileiros conseguiram ser anistiados e 12 mil pessoas conquistaram também alguma reparação econômica.
As caravanas da Anistia já promoveram julgamentos iguais ao ocorrido hoje na Assembleia, em 18 estados brasileiros. Dos 14 pedidos analisados na sessão, cinco foram deferidos, dentre eles o do deputado Francisco Gomes (DEM). Mais cinco pedidos foram indeferidos, outros três foram deferidos parcialmente e em um houve pedido de vistas.
Fonte : Agência Assembléia-Ma
Geração de empregos no Maranhão
A PROPAGANDA DO GOVERNO DO MARANHÃO
por Aristides Lobão Neto
Economista – Mestre em Economia Empresarial
Recentemente o Governo do Estado do Maranhão começou a divulgar propaganda na qual relata vários feitos já realizados no Estado em seu curto tempo de trabalho, entre eles o surgimento de mais de 140.000 postos de trabalhos formais, de acordo com informações disponíveis pelo CAGED.
De fato, ao analisarmos os números da série histórica disponibilizada pelo CAGED que vai de março de 2009 a março de 2010, constata-se que a economia maranhense gerou nesse período exatos 144.734 postos de trabalho formais o que de certa forma confirma o que vem sendo vinculado pela propaganda oficial.
A grande questão é que “esquece” o Governo do Estado que a atividade econômica não só no Maranhão, mas no Brasil e no Mundo, gera, além das admissões, as tristes demissões. Mesmo em uma economia em franca expansão como a brasileira e a Chinesa, mês a mês há registros de pessoas que foram empregadas e outras que perderam os seus empregos.
No caso do Maranhão enquanto foram admitidos novos 144.734 trabalhadores na economia local no período acima citado, 137.734 perderam os seus empregos, e isso a propaganda não cita.
O Governo do Estado deveria divulgar para a população o saldo final entre empregados e desempregados que foi de apenas 6.931 pessoas deixando o Maranhão apenas na 22° colocação entre todos os estados brasileiros, e não somente divulgar um lado desse processo.
O Governo Federal divulga que o a economia brasileira vem batendo sucessivos recordes de geração de postos de trabalhos formais e, assim como o Governo do Estado do Maranhão, tem como fonte os dados disponibilizados pelo CAGED. A diferença é que no caso do Governo Federal ele sempre se reporta ao saldo final e não somente ao número de admitidos.
Caso a propaganda oficial do Governo Federal divulgasse que entre março de 2009 e março de 2010 a economia brasileira gerou um número recorde de 17.074.853 postos de trabalho formais, a oposição ao governo lula poderia muito bem divulgar que o número de demissões também foi recorde, na ordem de 15.364.733. Nesse caso, nenhum dos lados estaria contando uma mentira, mas estariam deixando de contar a verdade inteira, pois o que interessa no final do processo é o seu saldo.
Assim sendo, tomara que na próxima propaganda oficial o Governo do Maranhão não esqueça de mostrar a verdade inteira e trabalhar com o saldo final entre admissões e demissões de trabalhadores.
http://twitter.com/ARISTIDESLOBAO
por Aristides Lobão Neto
Economista – Mestre em Economia Empresarial
Recentemente o Governo do Estado do Maranhão começou a divulgar propaganda na qual relata vários feitos já realizados no Estado em seu curto tempo de trabalho, entre eles o surgimento de mais de 140.000 postos de trabalhos formais, de acordo com informações disponíveis pelo CAGED.
De fato, ao analisarmos os números da série histórica disponibilizada pelo CAGED que vai de março de 2009 a março de 2010, constata-se que a economia maranhense gerou nesse período exatos 144.734 postos de trabalho formais o que de certa forma confirma o que vem sendo vinculado pela propaganda oficial.
A grande questão é que “esquece” o Governo do Estado que a atividade econômica não só no Maranhão, mas no Brasil e no Mundo, gera, além das admissões, as tristes demissões. Mesmo em uma economia em franca expansão como a brasileira e a Chinesa, mês a mês há registros de pessoas que foram empregadas e outras que perderam os seus empregos.
No caso do Maranhão enquanto foram admitidos novos 144.734 trabalhadores na economia local no período acima citado, 137.734 perderam os seus empregos, e isso a propaganda não cita.
O Governo do Estado deveria divulgar para a população o saldo final entre empregados e desempregados que foi de apenas 6.931 pessoas deixando o Maranhão apenas na 22° colocação entre todos os estados brasileiros, e não somente divulgar um lado desse processo.
O Governo Federal divulga que o a economia brasileira vem batendo sucessivos recordes de geração de postos de trabalhos formais e, assim como o Governo do Estado do Maranhão, tem como fonte os dados disponibilizados pelo CAGED. A diferença é que no caso do Governo Federal ele sempre se reporta ao saldo final e não somente ao número de admitidos.
Caso a propaganda oficial do Governo Federal divulgasse que entre março de 2009 e março de 2010 a economia brasileira gerou um número recorde de 17.074.853 postos de trabalho formais, a oposição ao governo lula poderia muito bem divulgar que o número de demissões também foi recorde, na ordem de 15.364.733. Nesse caso, nenhum dos lados estaria contando uma mentira, mas estariam deixando de contar a verdade inteira, pois o que interessa no final do processo é o seu saldo.
Assim sendo, tomara que na próxima propaganda oficial o Governo do Maranhão não esqueça de mostrar a verdade inteira e trabalhar com o saldo final entre admissões e demissões de trabalhadores.
http://twitter.com/ARISTIDESLOBAO
Carta de Manoel da Conceição ao presidente Lula
2ª Carta de Manoel da Conceição ao Companheiro Presidente Lula
Sra. Dilma Rousseff – Pré Candidata do PT à Presidência da República
Executiva Nacional do PT
Diretório Nacional do PT
Nobre companheiro presidente Lula,
É com a ternura, o carinho e o amor de um irmão, a confiança, o respeito e o compromisso de um companheiro de classe, das organizações e lutas históricas dos trabalhadores e das trabalhadoras desse país e do mundo que me sinto com a liberdade e o direito de lhe enviar esta 2ª carta, tratando de questões que compreendo ter muito a ver com a responsabilidade do companheiro tanto como agente político das lutas em prol da justiça social para a classe trabalhadora como também na qualidade de um primeiro presidente da república legitimamente forjado nas organizações e lutas desse povo excluído, sofrido, mas que é capaz de realizar o impossível enquanto força social e política organizada e consciente do seu projeto de libertação classista.
Dirijo-me ao companheiro com a minha identidade de trabalhador rural, de sindicalista, de ambientalista, de humanista e de militante e fundador do Partido dos Trabalhadores, o qual comecei a sonhar e trabalhar na sua criação quando ainda me encontrava no exílio, juntamente com honrados e honradas companheiros e companheiras que havíamos sido banidos do nosso país pela intolerância de um governo totalitário e de regime militar.
Porém, minha identidade social, política e classista se origina bem antes da criação do PT e da CUT, instrumentos classistas dos quais me orgulho de ter sido co-fundador, juntamente com o companheiro e um conjunto de honrado(a)s e legítimo(a)s militantes e intelectuais orgânicos da classe trabalhadora.
Na realidade companheiro Lula minha história de luta social e política se originou aqui mesmo no Maranhão, estado do qual sou filho natural com minha matriz étnica negra e indígena.
Agora em julho de 2010 completarei 75 anos de idade. Quando eu era ainda jovem vi meu pai e muitas famílias agricultoras serem massacradas e enxotadas de suas posses por latifundiários, coronéis e jagunços, acobertados e protegidos por um governo oligárquico. Certa vez presenciei um grande massacre de companheiros meus quando estávamos reunidos em uma pequena comunidade rural do interior do Maranhão. Neste dia fomos atacados de forma covarde por um grupo de soldados e jagunços, que sem a menor chance de defesa assassinaram 5 pessoas, dentre elas uma criança que correu prá abraçar o pai caído no chão e foi pego pelas pernas e arremessado contra a parede que a cabeça abriu espalhando os seus miolos, também uma velhinha, que tentou impedir a morte do filho foi cravada de punhal em suas costas, ficando rodando no chão espetada. Eu escapei por puro milagre com um tiro na perna, mas me tornei mais revoltado ainda com a classe latifundiária e jurei perante a comunidade a lutar o resto de minha vida contra os latifundiários e suas injustiças.
Presenciei um segundo massacre em 1959 quando estávamos novamente reunidos em uma comunidade por nome Pirapemas para preparar a defesa de uns companheiros que estavam sendo acusados de ter invadido uma propriedade e roubado umas frutas do sítio. Neste dia chegou um grupo de uns 20 policiais, soldados, tenente, cabos e um sargento. Ao chegarem ao local da reunião o sargento perguntou quem era o presidente da associação, e como foi respondido que não havia presidente o sargento falou: pois então todos são presidentes e vão levar bala. Neste dia foram assassinados sete companheiros e três outros ficaram gravemente feridos.
Minha primeira motivação para a luta era sustentada em pura revolta, ódio dos exploradores da minha família e das famílias camponesas da mesma região que habitávamos. Sem a menor consciência política e dominado pelo ódio eu cheguei a acreditar que a libertação dos trabalhadores de tal estado de sujeição dependeria de um salvador da pátria, de um homem corajoso, de um herói que com o apoio eleitoral dos oprimidos iria por fim a tal dominação. A partir desse entendimento extremamente limitado e de um profundo sentimento de revolta pela violência testemunhada e sofrida, vi surgir na minha ingenuidade uma esperança para salvar a massa camponesa do jugo dos latifundiários apadrinhados pelo poder da oligarquia viturinista que comandava o estado do Maranhão. O nome dessa esperança era José Sarney.
Com um discurso muito bem elaborado e com a radicalidade de um revolucionário Sarney prometia exatamente o que nós camponeses queríamos ouvir: um Maranhão novo e livre de oligarquia, reforma agrária, punição dos crimes cometidos contra as famílias camponesas e indenização dos prejuízos a elas causados pelo gado dos fazendeiros. Eu acreditei no discurso do cidadão e me tornei um aguerrido cabo eleitoral, andando a cavalo em todas as comunidades da região fazendo sua campanha. Resultado, com uma grande adesão popular, elegemos o José Sarney em 1965 para ser o governador do Maranhão. Nessa época eu já era presidente do Sindicato de Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais de Pindaré Mirim, que congregava trabalhadores rurais de toda a grande região do Pindaré. Mesmo sem ainda ter uma sólida consciência de classe eu já havia sido preso e espancado severamente pela polícia da ditadura militar. Foi por conta dessa perseguição que eu passei a acreditar nas promessas do Sarney que caso fosse eleito iria ser uma força aliada dos trabalhadores contra a repressão da ditadura militar.
No dia 13 de julho de 1968 o Sindicato de Trabalhadores Rurais de Pindaré Mirim havia convocado uma reunião da categoria para receber a visita de um médico para tratar questões relacionadas à saúde dos associados e associadas. O Prefeito do município na época mandou informar que iria fazer uma visita ao sindicato neste mesmo dia. Por volta das 10 horas da manhã chegou um pessoal dizendo que queria falar com o presidente do sindicato. Quando eu apontei na porta fui recebido por tiro de fuzil que estraçalhou minha perna. A ação e os disparos foram efetuados pela polícia militar. Outros companheiros também foram atingidos por bala, mas felizmente não houve morte. Eu fui levado aprisionado e jogado na cadeia sem receber nenhum tratamento no ferimento, o que levou minha perna a gangrenar e ter que ser amputada.
Sarney se encontrava em viagem para o Japão e quando retornou manifestou desconhecimento da questão e mandou seus assessores manter contato comigo, oferecendo apoio para a minha família, uma perna mecânica, uma casa e outras ofertas, desde que eu me tornasse um defensor do seu governo. Eu respondi que não estava preso por ser bandido, que minha perna tinha sido arrancada por bala da própria polícia militar do estado sob seu governo. Portanto, minha perna era responsabilidade da classe que eu representava, minha perna era a minha classe. Desde então eu passei a ser considerado um inimigo do Estado militar, passando a ser alvo de permanente perseguição. Fui preso 9 vezes e submetido às piores torturas que um ser humano é capaz de suportar. Vi muitos de meus companheiros e companheiras serem torturados e morto(a)s por ordem do governo militar do qual Sarney se tornou parte num primeiro momento como governador do Maranhão e posteriormente como Senador Biônico.
Vale ressaltar que foi no primeiro governo da nascente oligarquia Sarney, que foi promulgada a Lei Estadual 2.979, regulamentada pelo Decreto 4.028 de 28 de novembro de 1969, a qual facultava a venda de terras devolutas sem licitação a grupos organizados em sociedade anônima. Essa lei foi o maior instrumento de legalização da grilagem das terras do Maranhão, particularmente na região do Pindaré (ASSELIN, 1982, p. 129). Essa grilagem promoveu a expulsão das famílias agricultoras de suas posses e a migração de milhares de famílias camponesas maranhenses para outros estados.
Eu escapei com vida, embora mutilado e com seqüelas físicas e psicológicas profundas, por conta da solidariedade da anistia internacional, das igrejas católicas e evangélicas, da AP como principal mobilizadora dos apoios e até do Partido Comunista do Brasil que na ocasião fez uma ampla campanha internacional pela preservação da minha vida.
Finalmente, fui exilado na Suiça de onde continuei denunciando as atrocidades da ditadura militar nas oportunidades que tive de viajar por vários países europeus. Foi também no exílio juntamente com companheiros refugiados que começamos a discutir a idéia já em discussão no Brasil de criação do Partido dos Trabalhadores e também de uma central sindical.
Meu companheiro Lula, hoje vivemos um novo momento na história do Brasil; aquelas lutas dos anos 50, 60, 70, 80 e 90 não foram em vão; tivemos prejuízos enormes, pois muitas vidas foram ceifadas pela virulência dos detentores do poder do capital; porém, temos um saldo expressivo de vitórias; hoje temos um partido que se tornou a maior expressão política da classe trabalhadora na América Latina; temos o melhor presidente da história desse gigantesco país, que ironicamente é um trabalhador operário e nordestino, que assim como eu quase não teve acesso a estudos escolares. Eu confesso a você que sinto um imenso orgulho de ter participado desde os primeiros momentos da construção dessa grandiosa e ousada empreitada. Porém, companheiro presidente, ultimamente eu tenho vivido as maiores angustias que um homem com minha trajetória de vida é capaz de imaginar e suportar.
Receber a imposição de uma tese defendida pela Direção Nacional do meu partido e até onde me foi informado pelo próprio companheiro presidente de que o nosso projeto político e social passa agora pelo fortalecimento da hegemonia da oligarquia sarneysta no Maranhão. Eu sei do malabarismo que o companheiro presidente tem precisado fazer para garantir alguma condição de governabilidade, porém, sei do alto custo que é cobrado por esses apoios conjunturais, e que nosso governo vem pagando a todos esses ônus.
Companheiro, tudo precisa ter algum limite e tal limite é a nossa dignidade. O que está sendo imposto a nós petistas do Maranhão extrapola todos os limites da tolerância e fere de morte a nossa honra e a nossa história. Eu pessoalmente, há mais de 50 anos venho travando uma luta contra os poderes oligárquicos e contra os exploradores da classe trabalhadora neste país. Por conta disso perdi dezenas de companheiros e companheiras que foram barbaramente trucidados por essas forças reacionárias. Como que agora meus próprios companheiros de partido querem me obrigar a fazer a defesa dessas figuras que me torturaram e mataram meus mais fieis companheiros e companheiras.
Vocês podem ter certeza que essa é a pior de todas as torturas que se pode impor a um homem. Uma tortura que parte dos próprios companheiros que ajudamos a fortalecer e projetar como nossos representantes no partido e na esfera de poder do Estado, na perspectiva de um projeto estratégico da classe trabalhadora. Estou falando do fundo de minha alma em honra à minha história e à de meus companheiros e companheiras que foram assassinadas pelas forças oligárquicas e de extrema direita neste país.
Estou animado para fazer a campanha da companheira Dilma, assim como para fazer uma aguerrida campanha política em prol do fortalecimento do PT no Maranhão e para construir um projeto político alternativo à oligarquia sarneysta, juntamente com os partido do campo democrático e popular na Coligação PT, PCdoB e PSB. Esta foi a tática vitoriosa em nosso encontro estadual realizado nos dias 26 e 27 de março, que aprovou por maioria de votos, da forma mais transparente possível e cumprindo todos os preceitos legais o nome do companheiro Flávio Dino para candidato dessa aliança legitimamente de esquerda e respaldada pelas mais expressivas organizações da classe trabalhadora deste estado que publicamente se manifestaram, a exemplo da Federação dos Trabalhadores na Agricultura – FETAEMA e a CUT.
Assim, penso que Estamos sendo coerentes com a nossa história e identidade classista. Portanto, estou fazendo este apelo ao mais ilustre companheiro de partido e confessando em alto e bom som que não aceitarei sob nenhuma hipótese a tese de que nestas alturas de minha vida eu tenha que negar minha identidade e desonrar a memória de meus companheiros e companheiras que foram caçados e exterminados pela oligarquia e os detentores do capital no Maranhão, no Brasil e mundo inteiro.
Lamento e peço desculpas se este meu posicionamento desagrada o companheiro e a Direção Nacional do PT, mas não posso me omitir diante de uma tese destruidora de nossa identidade coletiva e que representa a negação de tudo que temos afirmado nas nossas palavras e ações. Espero poder contar com a solidariedade e compreensão do meu histórico companheiro de utopias e lutas.
Atenciosamente,
_______________________________________________
Manoel Conceição Santos – Membro Fundador do PT e primeiro Secretário Agrário Nacional
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Sra. Dilma Rousseff – Pré Candidata do PT à Presidência da República
Executiva Nacional do PT
Diretório Nacional do PT
Nobre companheiro presidente Lula,
É com a ternura, o carinho e o amor de um irmão, a confiança, o respeito e o compromisso de um companheiro de classe, das organizações e lutas históricas dos trabalhadores e das trabalhadoras desse país e do mundo que me sinto com a liberdade e o direito de lhe enviar esta 2ª carta, tratando de questões que compreendo ter muito a ver com a responsabilidade do companheiro tanto como agente político das lutas em prol da justiça social para a classe trabalhadora como também na qualidade de um primeiro presidente da república legitimamente forjado nas organizações e lutas desse povo excluído, sofrido, mas que é capaz de realizar o impossível enquanto força social e política organizada e consciente do seu projeto de libertação classista.
Dirijo-me ao companheiro com a minha identidade de trabalhador rural, de sindicalista, de ambientalista, de humanista e de militante e fundador do Partido dos Trabalhadores, o qual comecei a sonhar e trabalhar na sua criação quando ainda me encontrava no exílio, juntamente com honrados e honradas companheiros e companheiras que havíamos sido banidos do nosso país pela intolerância de um governo totalitário e de regime militar.
Porém, minha identidade social, política e classista se origina bem antes da criação do PT e da CUT, instrumentos classistas dos quais me orgulho de ter sido co-fundador, juntamente com o companheiro e um conjunto de honrado(a)s e legítimo(a)s militantes e intelectuais orgânicos da classe trabalhadora.
Na realidade companheiro Lula minha história de luta social e política se originou aqui mesmo no Maranhão, estado do qual sou filho natural com minha matriz étnica negra e indígena.
Agora em julho de 2010 completarei 75 anos de idade. Quando eu era ainda jovem vi meu pai e muitas famílias agricultoras serem massacradas e enxotadas de suas posses por latifundiários, coronéis e jagunços, acobertados e protegidos por um governo oligárquico. Certa vez presenciei um grande massacre de companheiros meus quando estávamos reunidos em uma pequena comunidade rural do interior do Maranhão. Neste dia fomos atacados de forma covarde por um grupo de soldados e jagunços, que sem a menor chance de defesa assassinaram 5 pessoas, dentre elas uma criança que correu prá abraçar o pai caído no chão e foi pego pelas pernas e arremessado contra a parede que a cabeça abriu espalhando os seus miolos, também uma velhinha, que tentou impedir a morte do filho foi cravada de punhal em suas costas, ficando rodando no chão espetada. Eu escapei por puro milagre com um tiro na perna, mas me tornei mais revoltado ainda com a classe latifundiária e jurei perante a comunidade a lutar o resto de minha vida contra os latifundiários e suas injustiças.
Presenciei um segundo massacre em 1959 quando estávamos novamente reunidos em uma comunidade por nome Pirapemas para preparar a defesa de uns companheiros que estavam sendo acusados de ter invadido uma propriedade e roubado umas frutas do sítio. Neste dia chegou um grupo de uns 20 policiais, soldados, tenente, cabos e um sargento. Ao chegarem ao local da reunião o sargento perguntou quem era o presidente da associação, e como foi respondido que não havia presidente o sargento falou: pois então todos são presidentes e vão levar bala. Neste dia foram assassinados sete companheiros e três outros ficaram gravemente feridos.
Minha primeira motivação para a luta era sustentada em pura revolta, ódio dos exploradores da minha família e das famílias camponesas da mesma região que habitávamos. Sem a menor consciência política e dominado pelo ódio eu cheguei a acreditar que a libertação dos trabalhadores de tal estado de sujeição dependeria de um salvador da pátria, de um homem corajoso, de um herói que com o apoio eleitoral dos oprimidos iria por fim a tal dominação. A partir desse entendimento extremamente limitado e de um profundo sentimento de revolta pela violência testemunhada e sofrida, vi surgir na minha ingenuidade uma esperança para salvar a massa camponesa do jugo dos latifundiários apadrinhados pelo poder da oligarquia viturinista que comandava o estado do Maranhão. O nome dessa esperança era José Sarney.
Com um discurso muito bem elaborado e com a radicalidade de um revolucionário Sarney prometia exatamente o que nós camponeses queríamos ouvir: um Maranhão novo e livre de oligarquia, reforma agrária, punição dos crimes cometidos contra as famílias camponesas e indenização dos prejuízos a elas causados pelo gado dos fazendeiros. Eu acreditei no discurso do cidadão e me tornei um aguerrido cabo eleitoral, andando a cavalo em todas as comunidades da região fazendo sua campanha. Resultado, com uma grande adesão popular, elegemos o José Sarney em 1965 para ser o governador do Maranhão. Nessa época eu já era presidente do Sindicato de Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais de Pindaré Mirim, que congregava trabalhadores rurais de toda a grande região do Pindaré. Mesmo sem ainda ter uma sólida consciência de classe eu já havia sido preso e espancado severamente pela polícia da ditadura militar. Foi por conta dessa perseguição que eu passei a acreditar nas promessas do Sarney que caso fosse eleito iria ser uma força aliada dos trabalhadores contra a repressão da ditadura militar.
No dia 13 de julho de 1968 o Sindicato de Trabalhadores Rurais de Pindaré Mirim havia convocado uma reunião da categoria para receber a visita de um médico para tratar questões relacionadas à saúde dos associados e associadas. O Prefeito do município na época mandou informar que iria fazer uma visita ao sindicato neste mesmo dia. Por volta das 10 horas da manhã chegou um pessoal dizendo que queria falar com o presidente do sindicato. Quando eu apontei na porta fui recebido por tiro de fuzil que estraçalhou minha perna. A ação e os disparos foram efetuados pela polícia militar. Outros companheiros também foram atingidos por bala, mas felizmente não houve morte. Eu fui levado aprisionado e jogado na cadeia sem receber nenhum tratamento no ferimento, o que levou minha perna a gangrenar e ter que ser amputada.
Sarney se encontrava em viagem para o Japão e quando retornou manifestou desconhecimento da questão e mandou seus assessores manter contato comigo, oferecendo apoio para a minha família, uma perna mecânica, uma casa e outras ofertas, desde que eu me tornasse um defensor do seu governo. Eu respondi que não estava preso por ser bandido, que minha perna tinha sido arrancada por bala da própria polícia militar do estado sob seu governo. Portanto, minha perna era responsabilidade da classe que eu representava, minha perna era a minha classe. Desde então eu passei a ser considerado um inimigo do Estado militar, passando a ser alvo de permanente perseguição. Fui preso 9 vezes e submetido às piores torturas que um ser humano é capaz de suportar. Vi muitos de meus companheiros e companheiras serem torturados e morto(a)s por ordem do governo militar do qual Sarney se tornou parte num primeiro momento como governador do Maranhão e posteriormente como Senador Biônico.
Vale ressaltar que foi no primeiro governo da nascente oligarquia Sarney, que foi promulgada a Lei Estadual 2.979, regulamentada pelo Decreto 4.028 de 28 de novembro de 1969, a qual facultava a venda de terras devolutas sem licitação a grupos organizados em sociedade anônima. Essa lei foi o maior instrumento de legalização da grilagem das terras do Maranhão, particularmente na região do Pindaré (ASSELIN, 1982, p. 129). Essa grilagem promoveu a expulsão das famílias agricultoras de suas posses e a migração de milhares de famílias camponesas maranhenses para outros estados.
Eu escapei com vida, embora mutilado e com seqüelas físicas e psicológicas profundas, por conta da solidariedade da anistia internacional, das igrejas católicas e evangélicas, da AP como principal mobilizadora dos apoios e até do Partido Comunista do Brasil que na ocasião fez uma ampla campanha internacional pela preservação da minha vida.
Finalmente, fui exilado na Suiça de onde continuei denunciando as atrocidades da ditadura militar nas oportunidades que tive de viajar por vários países europeus. Foi também no exílio juntamente com companheiros refugiados que começamos a discutir a idéia já em discussão no Brasil de criação do Partido dos Trabalhadores e também de uma central sindical.
Meu companheiro Lula, hoje vivemos um novo momento na história do Brasil; aquelas lutas dos anos 50, 60, 70, 80 e 90 não foram em vão; tivemos prejuízos enormes, pois muitas vidas foram ceifadas pela virulência dos detentores do poder do capital; porém, temos um saldo expressivo de vitórias; hoje temos um partido que se tornou a maior expressão política da classe trabalhadora na América Latina; temos o melhor presidente da história desse gigantesco país, que ironicamente é um trabalhador operário e nordestino, que assim como eu quase não teve acesso a estudos escolares. Eu confesso a você que sinto um imenso orgulho de ter participado desde os primeiros momentos da construção dessa grandiosa e ousada empreitada. Porém, companheiro presidente, ultimamente eu tenho vivido as maiores angustias que um homem com minha trajetória de vida é capaz de imaginar e suportar.
Receber a imposição de uma tese defendida pela Direção Nacional do meu partido e até onde me foi informado pelo próprio companheiro presidente de que o nosso projeto político e social passa agora pelo fortalecimento da hegemonia da oligarquia sarneysta no Maranhão. Eu sei do malabarismo que o companheiro presidente tem precisado fazer para garantir alguma condição de governabilidade, porém, sei do alto custo que é cobrado por esses apoios conjunturais, e que nosso governo vem pagando a todos esses ônus.
Companheiro, tudo precisa ter algum limite e tal limite é a nossa dignidade. O que está sendo imposto a nós petistas do Maranhão extrapola todos os limites da tolerância e fere de morte a nossa honra e a nossa história. Eu pessoalmente, há mais de 50 anos venho travando uma luta contra os poderes oligárquicos e contra os exploradores da classe trabalhadora neste país. Por conta disso perdi dezenas de companheiros e companheiras que foram barbaramente trucidados por essas forças reacionárias. Como que agora meus próprios companheiros de partido querem me obrigar a fazer a defesa dessas figuras que me torturaram e mataram meus mais fieis companheiros e companheiras.
Vocês podem ter certeza que essa é a pior de todas as torturas que se pode impor a um homem. Uma tortura que parte dos próprios companheiros que ajudamos a fortalecer e projetar como nossos representantes no partido e na esfera de poder do Estado, na perspectiva de um projeto estratégico da classe trabalhadora. Estou falando do fundo de minha alma em honra à minha história e à de meus companheiros e companheiras que foram assassinadas pelas forças oligárquicas e de extrema direita neste país.
Estou animado para fazer a campanha da companheira Dilma, assim como para fazer uma aguerrida campanha política em prol do fortalecimento do PT no Maranhão e para construir um projeto político alternativo à oligarquia sarneysta, juntamente com os partido do campo democrático e popular na Coligação PT, PCdoB e PSB. Esta foi a tática vitoriosa em nosso encontro estadual realizado nos dias 26 e 27 de março, que aprovou por maioria de votos, da forma mais transparente possível e cumprindo todos os preceitos legais o nome do companheiro Flávio Dino para candidato dessa aliança legitimamente de esquerda e respaldada pelas mais expressivas organizações da classe trabalhadora deste estado que publicamente se manifestaram, a exemplo da Federação dos Trabalhadores na Agricultura – FETAEMA e a CUT.
Assim, penso que Estamos sendo coerentes com a nossa história e identidade classista. Portanto, estou fazendo este apelo ao mais ilustre companheiro de partido e confessando em alto e bom som que não aceitarei sob nenhuma hipótese a tese de que nestas alturas de minha vida eu tenha que negar minha identidade e desonrar a memória de meus companheiros e companheiras que foram caçados e exterminados pela oligarquia e os detentores do capital no Maranhão, no Brasil e mundo inteiro.
Lamento e peço desculpas se este meu posicionamento desagrada o companheiro e a Direção Nacional do PT, mas não posso me omitir diante de uma tese destruidora de nossa identidade coletiva e que representa a negação de tudo que temos afirmado nas nossas palavras e ações. Espero poder contar com a solidariedade e compreensão do meu histórico companheiro de utopias e lutas.
Atenciosamente,
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Manoel Conceição Santos – Membro Fundador do PT e primeiro Secretário Agrário Nacional
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A luta pelo PT - parte final
10/6/2010
Partido deve ser liberado da obrigação de apoiar Roseana no Maranhão
O diretório nacional do PT deverá liberar o partido da obrigação de apoiar a candidatura de Roseana Sarney (PMDB) ao governo do Maranhão. Apesar do empenho pessoal do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e da pressão do presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), pela aliança formal para evitar o segundo turno a qualquer preço, diversos integrantes da cúpula petista acham arriscado ratificar uma aliança sobre a qual pesa a suspeita de compra de votos durante o encontro estadual realizado no mês passado. Na época, os petistas maranhenses aprovaram, por apenas dois votos de diferença, o apoio a Flávio Dino (PCdoB), mas surgiu a acusação de que um grupo que defendeu a aproximação com Roseana teria recebido cerca de R$ 200 mil para apoiar a pemedebista.
A reportagem é de Paulo de Tarso Lyra e Raymundo Costa e publicada pelo jornal Valor, 10-06-2010.
O presidente nacional do PT, José Eduardo Dutra (SE), admite a delicadeza da situação e diz que não há como comparar o caso do Maranhão com Minas Gerais, onde o desejo de Lula e do PMDB - o apoio a Hélio Costa para o governo estadual - sufocou o movimento dos petistas mineiros, que queriam a candidatura própria do ex-prefeito de Belo Horizonte Fernando Pimentel. "Em Minas, apesar da posição divergente, o diretório estadual era coeso. No caso do Maranhão, existem dois grupos internos que absolutamente não conversam entre si".
Dutra lembra que, enquanto o encontro estadual deliberou o apoio a Flávio Dino, o diretório estadual aprovou a participação no governo de Roseana Sarney. "Não podemos fazer parte formalmente de um governo e apoiar a candidatura de um nome de oposição", completou o presidente do PT, embora o nome da oposição faça parte da aliança que sustenta o governo Lula.
Três teses serão examinadas na reunião de amanhã do diretório nacional do PT em Brasília: o apoio à candidatura de Flávio Dino (PCdoB), como deliberou o encontro estadual do partido; uma coligação formal com Roseana Sarney; ou a liberação do partido no Estado, o que é considerado, para deputados como Domingos Dutra (PT-MA), uma intervenção branca que favorece a família Sarney. Ele promete fazer uma greve de fome no plenário da Casa se a decisão do diretório local do PT maranhense não for respeitada.
A situação é tensa. Dirigentes do partido, como o secretário-geral José Eduardo Cardozo (SP) e o diretor de Organização, Paulo Frateschi (SP), foram ao Maranhão avaliar o quadro político. Dutra disse que todas as correntes do PT terão tempo para expor suas posições antes da decisão do diretório.
Sarney continua empenhado em atrair o apoio do PT. Antes do encontro estadual do partido no Maranhão, ele e Roseana foram ao presidente Lula pedir que ele contivesse o ímpeto da legenda no Maranhão. Mais do que uma dívida política, Lula nutre profunda simpatia por Sarney, que não o abandonou durante o escândalo do mensalão. Mas petistas influentes afirmam que essa fatura foi paga quando Lula enquadrou o PT do Senado, levando-o a garantir a manutenção de Sarney na presidência da Casa. "Depois disso, eles ainda nos atropelaram na eleição para a presidência da Comissão de Infraestrutura do Senado, apoiando Fernando Collor e eliminando a possibilidade de Ideli Salvatti", reforçou uma liderança petista.
Se a pressão pelo apoio formal não der certo, os pemedebistas vão trabalhar pela neutralidade. "Tudo o que não pode acontecer é o PT apoiar Flávio Dino. Dino não poderá ser fortalecido em hipótese nenhuma", disse ao Valor um pemedebista próximo de Sarney. A reeleição de Roseana não está garantida, e ainda há processo no tribunal eleitoral. Circulam pelo Maranhão pesquisas qualitativas mostrando que o eleitor está disposto a votar em um nome novo. No interior, que sempre serviu de base de apoio para o clã Sarney, o empenho dos prefeitos não é o mesmo de outrora. Reclamam que o governo estadual suspendeu o repasse de verbas para os municípios.
O desejo da família Sarney é que a eleição seja decidida em primeiro turno. Se isso não acontecer, Roseana provavelmente verá uma ampla aliança das oposições contra ela, repetindo o cenário de 2006. Naquele ano, ela deixou de ganhar em primeiro turno por menos de um ponto percentual. No segundo turno, foi derrotada por Jackson Lago (PDT).
Também em 2006, desenhou-se a mesma coligação que agora tende a apoiar Flávio Dino: PT-PSB e PCdoB que, juntos, apoiaram Edson Vidigal e, no segundo turno, juntaram-se a Jackson Lago. Mas como Roseana tinha mais de 70% das intenções de voto, essa parceria, que o clã Sarney quer implodir agora, não representava uma ameaça. "Mesmo que o PT não me apoie formalmente, os petistas estão comigo. Mais de 80% da militância vai fazer campanha conosco", garantiu Dino.
Partido deve ser liberado da obrigação de apoiar Roseana no Maranhão
O diretório nacional do PT deverá liberar o partido da obrigação de apoiar a candidatura de Roseana Sarney (PMDB) ao governo do Maranhão. Apesar do empenho pessoal do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e da pressão do presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), pela aliança formal para evitar o segundo turno a qualquer preço, diversos integrantes da cúpula petista acham arriscado ratificar uma aliança sobre a qual pesa a suspeita de compra de votos durante o encontro estadual realizado no mês passado. Na época, os petistas maranhenses aprovaram, por apenas dois votos de diferença, o apoio a Flávio Dino (PCdoB), mas surgiu a acusação de que um grupo que defendeu a aproximação com Roseana teria recebido cerca de R$ 200 mil para apoiar a pemedebista.
A reportagem é de Paulo de Tarso Lyra e Raymundo Costa e publicada pelo jornal Valor, 10-06-2010.
O presidente nacional do PT, José Eduardo Dutra (SE), admite a delicadeza da situação e diz que não há como comparar o caso do Maranhão com Minas Gerais, onde o desejo de Lula e do PMDB - o apoio a Hélio Costa para o governo estadual - sufocou o movimento dos petistas mineiros, que queriam a candidatura própria do ex-prefeito de Belo Horizonte Fernando Pimentel. "Em Minas, apesar da posição divergente, o diretório estadual era coeso. No caso do Maranhão, existem dois grupos internos que absolutamente não conversam entre si".
Dutra lembra que, enquanto o encontro estadual deliberou o apoio a Flávio Dino, o diretório estadual aprovou a participação no governo de Roseana Sarney. "Não podemos fazer parte formalmente de um governo e apoiar a candidatura de um nome de oposição", completou o presidente do PT, embora o nome da oposição faça parte da aliança que sustenta o governo Lula.
Três teses serão examinadas na reunião de amanhã do diretório nacional do PT em Brasília: o apoio à candidatura de Flávio Dino (PCdoB), como deliberou o encontro estadual do partido; uma coligação formal com Roseana Sarney; ou a liberação do partido no Estado, o que é considerado, para deputados como Domingos Dutra (PT-MA), uma intervenção branca que favorece a família Sarney. Ele promete fazer uma greve de fome no plenário da Casa se a decisão do diretório local do PT maranhense não for respeitada.
A situação é tensa. Dirigentes do partido, como o secretário-geral José Eduardo Cardozo (SP) e o diretor de Organização, Paulo Frateschi (SP), foram ao Maranhão avaliar o quadro político. Dutra disse que todas as correntes do PT terão tempo para expor suas posições antes da decisão do diretório.
Sarney continua empenhado em atrair o apoio do PT. Antes do encontro estadual do partido no Maranhão, ele e Roseana foram ao presidente Lula pedir que ele contivesse o ímpeto da legenda no Maranhão. Mais do que uma dívida política, Lula nutre profunda simpatia por Sarney, que não o abandonou durante o escândalo do mensalão. Mas petistas influentes afirmam que essa fatura foi paga quando Lula enquadrou o PT do Senado, levando-o a garantir a manutenção de Sarney na presidência da Casa. "Depois disso, eles ainda nos atropelaram na eleição para a presidência da Comissão de Infraestrutura do Senado, apoiando Fernando Collor e eliminando a possibilidade de Ideli Salvatti", reforçou uma liderança petista.
Se a pressão pelo apoio formal não der certo, os pemedebistas vão trabalhar pela neutralidade. "Tudo o que não pode acontecer é o PT apoiar Flávio Dino. Dino não poderá ser fortalecido em hipótese nenhuma", disse ao Valor um pemedebista próximo de Sarney. A reeleição de Roseana não está garantida, e ainda há processo no tribunal eleitoral. Circulam pelo Maranhão pesquisas qualitativas mostrando que o eleitor está disposto a votar em um nome novo. No interior, que sempre serviu de base de apoio para o clã Sarney, o empenho dos prefeitos não é o mesmo de outrora. Reclamam que o governo estadual suspendeu o repasse de verbas para os municípios.
O desejo da família Sarney é que a eleição seja decidida em primeiro turno. Se isso não acontecer, Roseana provavelmente verá uma ampla aliança das oposições contra ela, repetindo o cenário de 2006. Naquele ano, ela deixou de ganhar em primeiro turno por menos de um ponto percentual. No segundo turno, foi derrotada por Jackson Lago (PDT).
Também em 2006, desenhou-se a mesma coligação que agora tende a apoiar Flávio Dino: PT-PSB e PCdoB que, juntos, apoiaram Edson Vidigal e, no segundo turno, juntaram-se a Jackson Lago. Mas como Roseana tinha mais de 70% das intenções de voto, essa parceria, que o clã Sarney quer implodir agora, não representava uma ameaça. "Mesmo que o PT não me apoie formalmente, os petistas estão comigo. Mais de 80% da militância vai fazer campanha conosco", garantiu Dino.
Entrevista ao jornalista Roberto Kernard
Acompanhe abaixo a entrevista que concedi para o blog do jornalista Roberto Kenard
Pergunta – No primeiro mandato de deputado federal, e ainda sem concluí-lo, o senhor apareceu todo o tempo entre os quatro melhores deputados do país. O que faz alguém deixar um mandato assim avaliado e se lançar numa disputa incerta ao Governo do Maranhão?
Flávio Dino – Compromisso! Compromisso e um forte sentimento de que é necessário contribuir ainda mais para uma mudança efetiva na realidade maranhense. O Maranhão pode ser diferente, pode ser um estado em que haja justiça para todos, em que o desenvolvimento seja verdadeiro, assegurando condições de vida digna para toda a população. A disputa é de fato incerta, mas não apenas para mim. É incerta para todos os candidatos, uma vez que o povo é quem decidirá, em outubro. Tenho convicção de que é possível construir uma grande vitória política, que é possível vencer as eleições.
P – O senhor acredita que Roseana Sarney perde essa eleição, mesmo sabendo que o uso da máquina no Maranhão é acachapante e praticamente uma tradição?
FD – Essa é uma prática que precisa ser duramente combatida pela Justiça Eleitoral. A propósito, tenho dito que nós precisamos proclamar a república aqui no Maranhão, tamanha é a confusão que se faz entre público e privado. Acho que é possível vencer, portanto que é possível derrotar a governadora Roseana Sarney Murad nessa sua quarta disputa pelo governo do Maranhão. Ela representa um bloco político que não tem mais o que dizer, que não conseguiu criar uma alternativa consistente de progresso para o Maranhão. O sentimento de renovação e mudança irá prevalecer.
P – Petistas aliados seus em 2008, na disputa pela Prefeitura de São Luís, mudaram de malas e bagagens para o lado da governadora Roseana Sarney em detrimento da aliança com o PCdoB. Que avaliação faz dessa mudança?
FD – É uma lamentável incoerência. Nossa aliança em 2008 era visando um projeto que não se esgotava numa eleição. Várias vezes conversamos com esses companheiros sobre a natureza estratégica de nossa aliança. É uma pena que hoje tenham optado por um poder decadente, abandonando a perspectiva de uma profunda mudança na política maranhense. Vivemos um momento agudo da nossa história, um momento em que é possível virar a página, escrever uma nova página, e esses companheiros a quem você se refere poderiam dar uma grande contribuição para o Maranhão acompanhar o Brasil em seu processo de desenvolvimento com justiça social.
P – Vamos supor que o PT nacional trate de invalidar a decisão da maioria petista que no Encontro de Táticas escolheu a aliança com o PCdoB. Petista na juventude e aliado não-fisiológico do Governo Lula na Câmara, o senhor tomaria que decisão?
FD – Não creio que o PT nacional irá cometer um ato contrário à lei, aos seus estatutos e à democracia interna. Mas se isso acontecer, se depender somente de mim seguirei adiante, porque a candidatura é resultado do anseio de forças vivas da sociedade, de partidos políticos como o PCdoB, meu partido, o PSB, da imensa maioria do próprio PT e dos movimentos sociais do Maranhão.
P – A campanha ainda nem começou e as baixarias contra o senhor já são visíveis, inclusive com apelações grotescas. Na campanha, como o senhor pretende encarar isso?
FD – Realmente estou impressionado com o nível de pânico e desorientação dos nossos adversários. Uma política de ódio, que nada traz de positivo. Lamento muito que isso ocorra. Na campanha para a prefeitura em 2008 apelaram para todo tipo de baixaria, mas não conseguiram conter o crescimento de nossa candidatura, que saiu de 4% no inicio da campanha e chegou ao final do segundo turno com 45% dos votos. O povo maranhense merece uma campanha limpa e repudiará atos de baixaria, creio nisso. Em vez de intrigas e fuxicos, propostas e debate sério; essa será a minha conduta.
P – Como o senhor analisa esse um ano de governo Roseana Sarney?
FD – São dez anos de governo Roseana Sarney e o mesmo modelo. Ou seja, muita mídia e poucas ações concretas, que mudem efetivamente a condição de vida dos milhões de maranhenses mais pobres. Lembro o senador Cafeteira fazendo essa crítica nos anos 90. Somos detentores dos piores indicadores sociais, mas não vemos nenhuma política pública que tenha como meta melhorar a condição social do nosso Estado. E não estou me referindo a um mero slogan, marketing, propaganda e publicidade; estou falando de um modelo de desenvolvimento para o nosso estado que priorize a justiça social e melhore a distribuição de renda em nosso estado, um novo modelo de desenvolvimento. Estou falando de um modelo de governo que não discrimine os municípios, pelo contrário, que dialogue com todos eles, independente de quem esteja à frente da prefeitura. Estou me referindo a um modelo de governo que inverta as prioridades. Isso significa dizer trabalhar para a excelência dos serviços públicos, a fim de que a população tenha acesso à educação, saúde, segurança, trabalho e renda.
P – Dá para dizer a primeira medida que o senhor tomaria se viesse a ser eleito governador?
FD – Posso apontar algumas atitudes que estarão presentes desde o primeiro dia do nosso governo. Combater duramente a corrupção. Saber ouvir o povo, com humildade. Entusiasmar e valorizar os servidores públicos e os empresários do Maranhão. Viajar permanentemente por todo o Estado para ficar próximo das comunidades. Priorizar as políticas sociais. Demonstrar diariamente aos pobres, aos pequenos, aos esquecidos, que eles têm no Palácio dos Leões um companheiro que conhece as leis e luta pelos seus direitos.
Postado em Entrevistas, por Roberto Kenard
www.robertokenard.com
Pergunta – No primeiro mandato de deputado federal, e ainda sem concluí-lo, o senhor apareceu todo o tempo entre os quatro melhores deputados do país. O que faz alguém deixar um mandato assim avaliado e se lançar numa disputa incerta ao Governo do Maranhão?
Flávio Dino – Compromisso! Compromisso e um forte sentimento de que é necessário contribuir ainda mais para uma mudança efetiva na realidade maranhense. O Maranhão pode ser diferente, pode ser um estado em que haja justiça para todos, em que o desenvolvimento seja verdadeiro, assegurando condições de vida digna para toda a população. A disputa é de fato incerta, mas não apenas para mim. É incerta para todos os candidatos, uma vez que o povo é quem decidirá, em outubro. Tenho convicção de que é possível construir uma grande vitória política, que é possível vencer as eleições.
P – O senhor acredita que Roseana Sarney perde essa eleição, mesmo sabendo que o uso da máquina no Maranhão é acachapante e praticamente uma tradição?
FD – Essa é uma prática que precisa ser duramente combatida pela Justiça Eleitoral. A propósito, tenho dito que nós precisamos proclamar a república aqui no Maranhão, tamanha é a confusão que se faz entre público e privado. Acho que é possível vencer, portanto que é possível derrotar a governadora Roseana Sarney Murad nessa sua quarta disputa pelo governo do Maranhão. Ela representa um bloco político que não tem mais o que dizer, que não conseguiu criar uma alternativa consistente de progresso para o Maranhão. O sentimento de renovação e mudança irá prevalecer.
P – Petistas aliados seus em 2008, na disputa pela Prefeitura de São Luís, mudaram de malas e bagagens para o lado da governadora Roseana Sarney em detrimento da aliança com o PCdoB. Que avaliação faz dessa mudança?
FD – É uma lamentável incoerência. Nossa aliança em 2008 era visando um projeto que não se esgotava numa eleição. Várias vezes conversamos com esses companheiros sobre a natureza estratégica de nossa aliança. É uma pena que hoje tenham optado por um poder decadente, abandonando a perspectiva de uma profunda mudança na política maranhense. Vivemos um momento agudo da nossa história, um momento em que é possível virar a página, escrever uma nova página, e esses companheiros a quem você se refere poderiam dar uma grande contribuição para o Maranhão acompanhar o Brasil em seu processo de desenvolvimento com justiça social.
P – Vamos supor que o PT nacional trate de invalidar a decisão da maioria petista que no Encontro de Táticas escolheu a aliança com o PCdoB. Petista na juventude e aliado não-fisiológico do Governo Lula na Câmara, o senhor tomaria que decisão?
FD – Não creio que o PT nacional irá cometer um ato contrário à lei, aos seus estatutos e à democracia interna. Mas se isso acontecer, se depender somente de mim seguirei adiante, porque a candidatura é resultado do anseio de forças vivas da sociedade, de partidos políticos como o PCdoB, meu partido, o PSB, da imensa maioria do próprio PT e dos movimentos sociais do Maranhão.
P – A campanha ainda nem começou e as baixarias contra o senhor já são visíveis, inclusive com apelações grotescas. Na campanha, como o senhor pretende encarar isso?
FD – Realmente estou impressionado com o nível de pânico e desorientação dos nossos adversários. Uma política de ódio, que nada traz de positivo. Lamento muito que isso ocorra. Na campanha para a prefeitura em 2008 apelaram para todo tipo de baixaria, mas não conseguiram conter o crescimento de nossa candidatura, que saiu de 4% no inicio da campanha e chegou ao final do segundo turno com 45% dos votos. O povo maranhense merece uma campanha limpa e repudiará atos de baixaria, creio nisso. Em vez de intrigas e fuxicos, propostas e debate sério; essa será a minha conduta.
P – Como o senhor analisa esse um ano de governo Roseana Sarney?
FD – São dez anos de governo Roseana Sarney e o mesmo modelo. Ou seja, muita mídia e poucas ações concretas, que mudem efetivamente a condição de vida dos milhões de maranhenses mais pobres. Lembro o senador Cafeteira fazendo essa crítica nos anos 90. Somos detentores dos piores indicadores sociais, mas não vemos nenhuma política pública que tenha como meta melhorar a condição social do nosso Estado. E não estou me referindo a um mero slogan, marketing, propaganda e publicidade; estou falando de um modelo de desenvolvimento para o nosso estado que priorize a justiça social e melhore a distribuição de renda em nosso estado, um novo modelo de desenvolvimento. Estou falando de um modelo de governo que não discrimine os municípios, pelo contrário, que dialogue com todos eles, independente de quem esteja à frente da prefeitura. Estou me referindo a um modelo de governo que inverta as prioridades. Isso significa dizer trabalhar para a excelência dos serviços públicos, a fim de que a população tenha acesso à educação, saúde, segurança, trabalho e renda.
P – Dá para dizer a primeira medida que o senhor tomaria se viesse a ser eleito governador?
FD – Posso apontar algumas atitudes que estarão presentes desde o primeiro dia do nosso governo. Combater duramente a corrupção. Saber ouvir o povo, com humildade. Entusiasmar e valorizar os servidores públicos e os empresários do Maranhão. Viajar permanentemente por todo o Estado para ficar próximo das comunidades. Priorizar as políticas sociais. Demonstrar diariamente aos pobres, aos pequenos, aos esquecidos, que eles têm no Palácio dos Leões um companheiro que conhece as leis e luta pelos seus direitos.
Postado em Entrevistas, por Roberto Kenard
www.robertokenard.com
Entrevista em Imperatriz
Chapa liderada por Flávio Dino é apresentada em Imperatriz
31 de maio de 2010 às 18:34
Em entrevista coletiva, o pré-candidato ao governo do Maranhão, o deputado federal Flávio Dino (PCdoB/MA) apresentou nesta segunda-feira, dia 31, em Imperatriz a chapa majoritária que disputará o governo do estado nas eleições de outubro deste ano. Flávio Dino tem, ainda, como companheiros de chapa a pré-candidata a vice, Terezinha Fernandes, José Reinaldo Tavares e Bira do Pindaré, pré-candidatos a senador. Flávio Dino diz que a chapa por ele encabeçada é para vencer.
No encontro com os jornalistas, Flávio Dino fez questão de ressaltar que a chapa por ele liderada é mais “Maranhão do Sul”. Disse isso numa referência ao fato de sua vice, Terezinha Fernandes, ser uma das lideranças na região, do pré-candidato ao Senado, Bira do Pindaré, ter família na cidade – seu tio Luis Gonçalves é vereador pelo PSB, e, finalmente, o seu pai, Sálvio Dino, ser ex-prefeito de João Lisboa.
Flávio Dino destacou, ainda, que a base do seu programa de governo está na crença e nos sentimentos. O primeiro sentimento, segundo ele, é o de coragem, de determinação e empolgação. O segundo, é a condição da verdade. E a crença de que é possível um novo modelo de desenvolvimento para o Maranhão pautado na justiça social e na distribuição de renda.
“Sou católico e as bem-aventuranças indicam que podemos modificar o quadro de fome e de justiça”, pontuou Flávio Dino. Na ocasião disse, ainda, que o programa de governo para a cidade de Imperatriz será baseado em saneamento básico, nas políticas de assistência social, educação e saúde, trabalho e renda. Durante a coletiva, ele anunciou a construção de uma praça da juventude em Imperatriz com recursos da ordem de R$ 1 milhão.
Companheira de Flávio Dino na chapa, a pré-candidata a vice, Terezinha Fernandes afirmou que políticas públicas são a melhor forma de combater o tráfico de drogas. “Clínicas especializadas devem ser montadas para atender viciados. E o aparato de polícia deve ser reforçado no combate ao tráfico”, defendeu.
Para concluir, Flávio Dino defendeu, também, a escola em tempo integral e disse que será meta do seu governo a melhoria das condições de educação em todo o estado.
31 de maio de 2010 às 18:34
Em entrevista coletiva, o pré-candidato ao governo do Maranhão, o deputado federal Flávio Dino (PCdoB/MA) apresentou nesta segunda-feira, dia 31, em Imperatriz a chapa majoritária que disputará o governo do estado nas eleições de outubro deste ano. Flávio Dino tem, ainda, como companheiros de chapa a pré-candidata a vice, Terezinha Fernandes, José Reinaldo Tavares e Bira do Pindaré, pré-candidatos a senador. Flávio Dino diz que a chapa por ele encabeçada é para vencer.
No encontro com os jornalistas, Flávio Dino fez questão de ressaltar que a chapa por ele liderada é mais “Maranhão do Sul”. Disse isso numa referência ao fato de sua vice, Terezinha Fernandes, ser uma das lideranças na região, do pré-candidato ao Senado, Bira do Pindaré, ter família na cidade – seu tio Luis Gonçalves é vereador pelo PSB, e, finalmente, o seu pai, Sálvio Dino, ser ex-prefeito de João Lisboa.
Flávio Dino destacou, ainda, que a base do seu programa de governo está na crença e nos sentimentos. O primeiro sentimento, segundo ele, é o de coragem, de determinação e empolgação. O segundo, é a condição da verdade. E a crença de que é possível um novo modelo de desenvolvimento para o Maranhão pautado na justiça social e na distribuição de renda.
“Sou católico e as bem-aventuranças indicam que podemos modificar o quadro de fome e de justiça”, pontuou Flávio Dino. Na ocasião disse, ainda, que o programa de governo para a cidade de Imperatriz será baseado em saneamento básico, nas políticas de assistência social, educação e saúde, trabalho e renda. Durante a coletiva, ele anunciou a construção de uma praça da juventude em Imperatriz com recursos da ordem de R$ 1 milhão.
Companheira de Flávio Dino na chapa, a pré-candidata a vice, Terezinha Fernandes afirmou que políticas públicas são a melhor forma de combater o tráfico de drogas. “Clínicas especializadas devem ser montadas para atender viciados. E o aparato de polícia deve ser reforçado no combate ao tráfico”, defendeu.
Para concluir, Flávio Dino defendeu, também, a escola em tempo integral e disse que será meta do seu governo a melhoria das condições de educação em todo o estado.
Ainda a tentativa de sequestar o PT
Comunista diz que manterá apoio de petistas no MA mesmo sem aliança formal
31 de maio de 2010 às 18:46
Comunista diz que manterá apoio de petistas no MA mesmo sem aliança formal
Sílvia Freire
De São Paulo
O deputado Flávio Dino (PC do B), cuja pré-candidatura ao governo do Maranhão causou a divisão do PT no Estado, disse que, mesmo que perca o apoio formal do partido, manterá o apoio da militância e das lideranças petistas maranhenses.
A aliança com o PC do B foi aprovada por maioria dos delegados no encontro estadual do PT-MA, realizado em março. O encontro rejeitou a proposta de coligar com o PMDB da governadora Roseana Sarney, pré-candidata à reeleição. O governo federal pressiona para mudar o resultado do encontro e fortalecer a aliança nacional do partido com o PMDB em torno da pré-candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff.
Hoje (31) o secretário-geral do PT, deputado José Eduardo Cardozo, e o secretário de Organização do PT, Paulo Frateschi, estão em São Luís para se reunir com a executiva estadual do partido para discutir a política de alianças.
Dino disse que manterá sua pré-candidatura mesmo que perca o apoio formal do PT-MA e que manterá seu palanque aberto à Dilma no Estado.
"O que está em disputa não são os petistas, e sim o PT. Os petistas --a militância, os vereadores, as lideranças e os sindicalistas-- estão conosco. O apoio formal do PT é um disputa política e jurídica", disse Dino.
O grupo derrotado do PT-MA apresentou um recurso pedindo a anulação do encontro, que tramita na esfera nacional do partido. Historicamente, o PT-MA sempre fez oposição à família Sarney no Estado, apesar de o senador José Sarney (PMDB-AP) ter se aproximado do presidente Lula. Hoje, um grupo de petistas é próximo da governadora e ocupa cargos na administração estadual.
(Folha Online)
31 de maio de 2010 às 18:46
Comunista diz que manterá apoio de petistas no MA mesmo sem aliança formal
Sílvia Freire
De São Paulo
O deputado Flávio Dino (PC do B), cuja pré-candidatura ao governo do Maranhão causou a divisão do PT no Estado, disse que, mesmo que perca o apoio formal do partido, manterá o apoio da militância e das lideranças petistas maranhenses.
A aliança com o PC do B foi aprovada por maioria dos delegados no encontro estadual do PT-MA, realizado em março. O encontro rejeitou a proposta de coligar com o PMDB da governadora Roseana Sarney, pré-candidata à reeleição. O governo federal pressiona para mudar o resultado do encontro e fortalecer a aliança nacional do partido com o PMDB em torno da pré-candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff.
Hoje (31) o secretário-geral do PT, deputado José Eduardo Cardozo, e o secretário de Organização do PT, Paulo Frateschi, estão em São Luís para se reunir com a executiva estadual do partido para discutir a política de alianças.
Dino disse que manterá sua pré-candidatura mesmo que perca o apoio formal do PT-MA e que manterá seu palanque aberto à Dilma no Estado.
"O que está em disputa não são os petistas, e sim o PT. Os petistas --a militância, os vereadores, as lideranças e os sindicalistas-- estão conosco. O apoio formal do PT é um disputa política e jurídica", disse Dino.
O grupo derrotado do PT-MA apresentou um recurso pedindo a anulação do encontro, que tramita na esfera nacional do partido. Historicamente, o PT-MA sempre fez oposição à família Sarney no Estado, apesar de o senador José Sarney (PMDB-AP) ter se aproximado do presidente Lula. Hoje, um grupo de petistas é próximo da governadora e ocupa cargos na administração estadual.
(Folha Online)
Lançamento de Portelada para deputado federal
Presidente do Crea-MA lança pré-candidatura à Camara Federal pelo PCdoB
Portelada apresentou o projeto político da pré-candidatura e foi contada um pouco da história de vida do aspirante a deputado.
Thamia Tavares
O evento contou com a presença do deputado federal Flávio Dino e do ex-governador José Reinaldo Tavares
Foi oficializada na noite de quinta-feira, 27, a pré-candidatura a deputado federal do engenheiro de Operação Civil, Segurança do Trabalho e Meio Ambiente, Raymundo José Aranha Portelada, pelo Partido Comunista do Brasil (PcdoB). A solenidade foi realizada no Célebre Eventos.
Além de partidários e lideranças, o evento contou com a presença do deputado federal Flávio Dino e do ex-governador José Reinaldo Tavares, pré-candidatos ao Governo do Estado e ao Senado Federal, respectivamente.
Durante o lançamento, Portelada apresentou o projeto político da pré-candidatura, posteriormente foi contada um pouco da história de vida do aspirante a deputado. O ex-governador José Reinaldo Tavares demonstrou satisfação pela pré candidatura.
“Estou feliz ao receber o convite do Portelada, pela admiração que tenho por ele, e por papel destacado no Crea. Vejo também com satisfação que ele esteja conosco, nessa luta”, disse. O pré-candidato ao governo do estado, Flávio Dino considerou importante a decisão de Portelada.
Durante o evento o Portelada aproveitou para fazer algumas considereções e lembrou de um caso específico. “Temos um hospital de 38 milhões que não foi licitado e dado a uma empresa do Ceará, que não gera quase nada de divisas ao nosso estado. Temos capacidade de fazer esse tipo de empreendimento e esse quadro não pode mais acontecer”, concluiu Portelada.
Portelada apresentou o projeto político da pré-candidatura e foi contada um pouco da história de vida do aspirante a deputado.
Thamia Tavares
O evento contou com a presença do deputado federal Flávio Dino e do ex-governador José Reinaldo Tavares
Foi oficializada na noite de quinta-feira, 27, a pré-candidatura a deputado federal do engenheiro de Operação Civil, Segurança do Trabalho e Meio Ambiente, Raymundo José Aranha Portelada, pelo Partido Comunista do Brasil (PcdoB). A solenidade foi realizada no Célebre Eventos.
Além de partidários e lideranças, o evento contou com a presença do deputado federal Flávio Dino e do ex-governador José Reinaldo Tavares, pré-candidatos ao Governo do Estado e ao Senado Federal, respectivamente.
Durante o lançamento, Portelada apresentou o projeto político da pré-candidatura, posteriormente foi contada um pouco da história de vida do aspirante a deputado. O ex-governador José Reinaldo Tavares demonstrou satisfação pela pré candidatura.
“Estou feliz ao receber o convite do Portelada, pela admiração que tenho por ele, e por papel destacado no Crea. Vejo também com satisfação que ele esteja conosco, nessa luta”, disse. O pré-candidato ao governo do estado, Flávio Dino considerou importante a decisão de Portelada.
Durante o evento o Portelada aproveitou para fazer algumas considereções e lembrou de um caso específico. “Temos um hospital de 38 milhões que não foi licitado e dado a uma empresa do Ceará, que não gera quase nada de divisas ao nosso estado. Temos capacidade de fazer esse tipo de empreendimento e esse quadro não pode mais acontecer”, concluiu Portelada.
Segunda, em Imperatriz
Flávio Dino se reúne com lideranças políticas da região tocantina
Na próxima segunda-feira, dia 31, às 9 horas, o deputado federal Flávio Dino (PCdoB) concederá entrevista coletiva e se reunirá com lideranças da região tocantina no auditório do Hotel Poseidon, em Imperatriz. Ele estará acompanhado de sua pré-candidata a vice, Terezinha Fernandes; dos pré-candidatos ao senado Bira do Pindaré e Zé Reinaldo Tavares; e de deputados federais e estaduais do PSB, PT e PCdoB.
Na entrevista Flávio Dino fará a apresentação das chapas majoritárias ao governo e senado, bem como a lista dos pré-candidatos a deputado estadual e federal com base eleitoral na região tocantina.
Postado por Henrique Bóis às 17:24
Na próxima segunda-feira, dia 31, às 9 horas, o deputado federal Flávio Dino (PCdoB) concederá entrevista coletiva e se reunirá com lideranças da região tocantina no auditório do Hotel Poseidon, em Imperatriz. Ele estará acompanhado de sua pré-candidata a vice, Terezinha Fernandes; dos pré-candidatos ao senado Bira do Pindaré e Zé Reinaldo Tavares; e de deputados federais e estaduais do PSB, PT e PCdoB.
Na entrevista Flávio Dino fará a apresentação das chapas majoritárias ao governo e senado, bem como a lista dos pré-candidatos a deputado estadual e federal com base eleitoral na região tocantina.
Postado por Henrique Bóis às 17:24
Os 100 mais do Congresso Nacional
28 de Maio de 2010 - 15h19
PCdoB em destaque na lista dos Cabeças do Congresso
O Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (DIAP) divulgou nesta sexta-feira a 17ª edição da lista dos Cabeças do Congresso que reúne as principais lideranças do Parlamento brasileiro.
Entre os 100 “Cabeças” do Congresso, há 69 deputados e 31 senadores. Os dois partidos com maior número de parlamentares indicados são o PT, com 22 nomes, e o PMDB, detentor da maior bancada na Câmara dos Deputados e no Senado, com 17. Na terceira posição em número de parlamentares está o PSDB, com 14 nomes.
Além dos “Cabeças”, desde a sétima edição da série, o DIAP divulga levantamento incluindo na publicação um anexo com outros parlamentares que, mesmo não fazendo parte do grupo dos 100 mais influentes, estão em plena ascensão, podendo, mantida a trajetória ascendente, estar futuramente na elite parlamentar.
O PCdoB, que tem uma bancada de 12 deputados e um senador, teve indicados 5 deputados e um senador dentre os cabeças e duas deputadas entre os parlamentares em ascensão.
Dentre os Cabeças foram apontados:
Senador Inácio Arruda (CE)
Dep. Vanessa Grazziotin (AM)
Dep. Alice Portugal (BA)
Dep. Daniel Almeida (BA)
Dep. Flávio Dino (MA)
Dep. Aldo Rebelo (SP)
As deputadas apontadas como lideranças em ascensão foram:
Manuela d'Ávila (RS)
Jô Morais (MG).
De Brasília
Gustavo Alves
PCdoB em destaque na lista dos Cabeças do Congresso
O Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (DIAP) divulgou nesta sexta-feira a 17ª edição da lista dos Cabeças do Congresso que reúne as principais lideranças do Parlamento brasileiro.
Entre os 100 “Cabeças” do Congresso, há 69 deputados e 31 senadores. Os dois partidos com maior número de parlamentares indicados são o PT, com 22 nomes, e o PMDB, detentor da maior bancada na Câmara dos Deputados e no Senado, com 17. Na terceira posição em número de parlamentares está o PSDB, com 14 nomes.
Além dos “Cabeças”, desde a sétima edição da série, o DIAP divulga levantamento incluindo na publicação um anexo com outros parlamentares que, mesmo não fazendo parte do grupo dos 100 mais influentes, estão em plena ascensão, podendo, mantida a trajetória ascendente, estar futuramente na elite parlamentar.
O PCdoB, que tem uma bancada de 12 deputados e um senador, teve indicados 5 deputados e um senador dentre os cabeças e duas deputadas entre os parlamentares em ascensão.
Dentre os Cabeças foram apontados:
Senador Inácio Arruda (CE)
Dep. Vanessa Grazziotin (AM)
Dep. Alice Portugal (BA)
Dep. Daniel Almeida (BA)
Dep. Flávio Dino (MA)
Dep. Aldo Rebelo (SP)
As deputadas apontadas como lideranças em ascensão foram:
Manuela d'Ávila (RS)
Jô Morais (MG).
De Brasília
Gustavo Alves