Reformas políticas

Abaixo artigo publicado na edição de sábado, 15, do jornal O Globo.

Em uma década de debates legislativos sobre a chamada reforma política, vários lugares-comuns se consolidaram. Em primeiro lugar, quando o Congresso não vota projetos sobre o tema, isso é cobrado exaustivamente; afinal, sem a "mãe de todas as reformas", o Brasil não alcançará o seu destino, dizem alguns. Já quando o Congresso vota projetos relativos ao assunto, os mesmos e outros analistas apressam-se em apontar as insuficiências do texto aprovado, que não realizaria a "verdadeira reforma política". Mas em algum dia existirá essa tal "verdadeira reforma"? Qual o seu conteúdo? E quem comporá a assembleia de iluminados que irá revelar tão definitiva verdade?

Desde que cheguei à Câmara, em 2007, tenho procurado atuar com outras crenças. O Brasil é um país extenso, complexo, extremamente desigual regionalmente e socialmente, fragmentado politicamente e vítima de muitos golpes institucionais - os quais impediram a consolidação de instituições democráticas. Logo, não acredito em uma reforma política "salvadora", mas sim em diálogos e pactos políticos capazes de alimentar uma sequência de mudanças legislativas e judiciais que irão aperfeiçoando a nossa vida democrática. Ou seja, acredito em reformas políticas, cada uma delas "insuficientes", porém integradas a um conjunto que garanta o livre fluxo de ideias e programas, o pluralismo político, a independência dos eleitores, a legitimidade dos representantes eleitos e o fim do abuso do poder econômico e administrativo.

A lei eleitoral aprovada em 8 de julho pela Câmara, da qual fui relator, integra esse conjunto de mudanças para melhor. Destaco, inicialmente, a ampla liberdade que teremos no uso da internet, antes limitado aos sites oficiais dos candidatos, o que contribuirá para fortalecer o diálogo direto entre eleitores e candidatos, além de baratear o custo da campanha, diminuindo o peso do dinheiro nas eleições. Um avanço fantástico em relação ao atual regime, que é altamente restritivo. Haverá algumas limitações exclusivamente para as empresas de comunicação social na internet, similares às existentes para a imprensa escrita, TV e rádio, vigentes desde 1997. O projeto permite, ainda, a utilização da internet como meio de doações eleitorais, inclusive com a utilização de cartão de crédito.

Outro ponto a se destacar é a criação de mecanismo de controle social sobre os compromissos de campanha assumidos pelos candidatos a prefeito, a governador e a presidente. Estes serão obrigados a registrar os seus programas de governo na Justiça Eleitoral. Assim, será possível aos cidadãos, às entidades sociais, às igrejas e à imprensa fiscalizarem o cumprimento do programa registrado, o qual deve deixar de ser mera formalidade ou "palavras ao vento".

Aperfeiçoamos também os instrumentos de controle institucional, sob a responsabilidade da Justiça Eleitoral. Alteramos o artigo 41-A da Lei nº 9.504/97, protegendo os eleitores de ameaças e atos de violência. Também modificamos o artigo 73 da mesma lei, que trata das proibições aos agentes públicos, resolvendo dúvidas existentes nos tribunais acerca de hipóteses de cassação de mandatos. As novas regras também eliminam o uso de trios elétricos, as pinturas de muros e reduzem os anúncios pagos em jornais.

Ao garantirmos a reserva de recursos do Fundo Partidário e do tempo da propaganda partidária na TV, ampliamos as condições para a participação política das mulheres, que são hoje apenas 8% da Câmara, um dos piores índices do planeta. A esse propósito, lembro também que sou relator de proposta de emenda à Constituição de autoria do deputado Luís Carlos Hauly que aprofunda a política de cotas para as mulheres na política, o que conta com meu apoio.

Os maus políticos, enganadores e criminosos, devem ser punidos pela Justiça Eleitoral e com rapidez. Não faltam leis para isso. Contudo, isso não pode ser confundido com o cerceamento da política, ao ponto de torná-la inviável, como se as eleições fossem indesejáveis ou apenas um "mal necessário".
Ao contrário, foram duramente conquistadas, inclusive às custas de vidas. Portanto, que aconteçam do melhor modo, como almejamos com a aprovação desse projeto de lei, que haverá de ser aprimorado pelo Senado.

Luis Nassif analisa eleição presidencial

Vejam análise de Luis Nassif publicada no site www.vermelho.org.br:

"Esquerdas somam 43% dos votos

Num dos cenários da pesquisa divulgada ontem, Serra cai para 37%, Dilma fica em 16%, Ciro se mantém nos 15% e Heloísa chega de novo a 12%. No cenário com Marina, as esquerdas chegam a 46% dos votos.

O que fica claro na pesquisa é a tendência do eleitor manter a margem de 45%, mais ou menos, de preferência pelos candidatos de esquerda. A questão agora é saber quem carrearia mais votos num eventual segundo turno.

Vou dar uma opinião muito pessoal: Ciro Gomes. Por quê? Porque num outro cenário de pesquisa, sem Ciro, vê-se que boa parte dos votos dele vai para a Serra, mais do que aqueles que vão para Dilma.

È que Ciro não agrada somente às esquerdas. Uma direita progressista está com ele. Além disso é quase impossível que eleitores de Dilma (claramente ainda o eleitor do PT e de Lula) e Heloísa Helena deixariam de despejar seus votos em Ciro. isso por pura rejeição a Serra.

Mas o contrário, em favor de Dilma, não é verdadeiro. O eleitor de Ciro, como mostra a pesquisa, pode realmente ir a Serra, principalmente o eleitor antipático ao PT ou a Lula, ou ainda aquele eleitor que se afina com as direitas.

Dilma e Heloísa têm juntas uma margem considerável de votos: 28%. Se 80% desses votos forem para Ciro, a eleição está ganha. Como são eleitores antipáticos a Serra (de Dilma, porque são pró-Lula ou PT, de Heloísa, porque é um voto “ideológico”), isso não é difícil de acontecer.

Outra questão é em relação a Lula: o presidente não deixaria de subir ao palanque por Ciro. A identificação com ele no Nordeste seria natural, e claramente no Sudeste ele encontra trânsito.

Mas a principal questão que pesa a favor de Ciro é uma possível tendência do eleitor ter se saturado das opções PT-PSDB. O teto de Serra parece claro. O PSDB, com toda a mídia, com toda a escandalização, não consegue subir mais do que já tinha, por exemplo, nas eleições de 2002 e 2006. O patamar de Serra hoje é o mesmo do frágil Alckimin.

A aporia em que se meteu a oposição explica isso. O discurso ético está esgotado. O discurso econômico não encontra confirmação nos fatos. O apelo à “competência” esbarra em problemas como os do Sul.

Mas, ao mesmo tempo, a falta de fatos novos pró-governo (habitações populares, PACs, bolsa família já foram digeridos, e não há tempo de lançar novos “produtos” sociais) impedirá grandes reviravoltas.

A chance para Dilma fica por conta de uma campanha intensa contra Ciro no primeiro turno, caso ele volte a ganhar fôlego. Aí entre uma mudança incerta (por Serra) e um cenário econômico em recuperação e avanço, Dilma retomaria sua força.

E onde entraria o fator Marina? Se bem sucedida, só confirmaria o apelo a uma terceira via, ainda pela esquerda.

Os 16 anos de tensão monopólio PSDB-PT pode estar no fim."

Na Carta Capital

O voto no papel

Em tramitação no Senado, a reforma eleitoral encontra resistência no ponto de reinclusão do voto impresso. O papel seria contado em 2% das urnas, sorteadas em cada cidade, e funcionaria como uma espécie de exame antidoping.

Esse item foi batizado de “Emenda Proconsult” pelo deputado Flávio Dino, em homenagem ao ex-governador Leonel Brizola, que, em 1982, teve a eleição ameaçada, no Rio, por tentativa de fraude no sistema eletrônico.

Agenda em São Luís

Cumpri uma intensa agenda em São Luís. Inicialmente, fiz uma visita ao prefeito de São José de Ribamar, Luiz Fernando, que vem liderando o debate sobre a metropolização da ilha de São Luís e cidades vizinhas. Uma iniciativa da maior importância, sobretudo considerando a instalação da Refinaria da Petrobrás, um mega-investimento que impactará imensamente os serviços públicos de toda a futura região metropolitana. Manifestei todo o meu apoio à iniciativa, sugerindo uma reunião dos prefeitos interessados com a bancada federal maranhense.
Compareci também a uma reunião coordenada pelo vereador Geraldo Castro (PCdoB) com intelectuais do nosso Estado, comprometidos com a tese de constituição de um pólo de esquerda na política maranhense, inclusive visando à eleição de 2010.
Houve também um jantar na casa do prefeito Humberto Coutinho com dezenas de lideranças políticas, de grande representatividade.
Em ambos os eventos, reiterei a possibilidade de disputar o Governo do Estado em 2010, baseado em um programa democrático-popular, capaz de desenvolver o Maranhão, com justiça social.
Finalmente, visitei a sede do SINDJUS, onde registrei minha solidariedade com as reivindicações dos servidores do Poder Judiciário, em greve há mais de uma semana. Espero que nos próximos dias o Tribunal de Justiça faça uma proposta concreta e justa, pondo fim à paralisação.

Supremo acaba com prêmio


O Supremo decidiu ontem processo relativo ao crédito-prêmio do IPI, de interesse de algumas empresas. O resultado demonstra que a posição que a bancada do PCdoB e outros parlamentares adotamos estava correta. Infelizmente, perdemos no Plenário da Câmara. O Supremo salvou o país de um rombo fiscal que iria prejudicar imensamente a manutenção de serviços públicos e políticas sociais. Agora, creio que não há dúvida de que o presidente Lula irá vetar o texto aprovado no Congresso, em um "contrabando" na medida provisória que criou o "Minha Casa, Minha Vida". Abaixo, notícia do site do STF:


Quinta-feira, 13 de Agosto de 2009

Ministro Ricardo Lewandowski vai sugerir Súmula Vinculante sobre extinção do crédito-prêmio do IPI

Ao conversar com os jornalistas ao final do julgamento em que o Supremo Tribunal Federal (STF) reconheceu, por unanimidade, o fim da vigência do crédito-prêmio do IPI em 1990, o relator do processo, ministro Ricardo Lewandowski, disse aos jornalistas que pretende sugerir a edição de uma Súmula Vinculante sobre o tema.

A extinção do incentivo fiscal em 1990, pelo artigo 41 dos Atos das Disposições Constitucionais Transitórias da Constituição Federal de 1988 foi decidida de forma categórica pelo STF, frisou o ministro.

Ele explicou que a Corte pacificou, nesta sessão, seu entendimento sobre o caso. Mesmo sem editar uma Súmula Vinculante, revelou o ministro, a decisão desta quinta-feira (13) tem caráter geral e, a partir de agora, os ministros do STF têm poder para decidir individualmente os casos semelhantes que chegarem à Corte, enviando os processos de volta para as instâncias de origem, para que decidam de acordo com o STF.

Questionado sobre a possibilidade de compensação dos créditos do período compreendido entre 1983 e 1990, o ministro explicou que os casos deverão ser analisados isoladamente, mas que a base a se levar em conta é a da prescrição qüinqüenal (5 anos), prevista no Código Tributário.
MB/LF

Do Blog de Itevaldo

METROPOLIZAÇÃO: CASTELO NÃO FOI, FLÁVIO DINO VAI

O deputado federal Flávio Dino (PCdoB) vai a cidade santuário de São José de Ribamar nesta sexta (14) dialogar com o prefeito Luis Fernando sobre metropolização. Irá acompanhado dos vereadores do PCdoB em São Luis, Geraldo Castro e Rose Sales.

No último sábado, Luis Fernando foi o anfitrião de uma grande reunião que mobilizou os prefeitos de toda a região. A ausência notável no ato foi do prefeito tucano João Castelo (PSDB).

Flávio Dino acredita que a liderança natural no processo de metropolização deveria ser de São Luís, mas diante da falta de iniciativa do prefeito Castelo apóia a iniciativa do prefeito de Ribamar.

No encontro de amanhã, Flávio Dino colocará o seu mandato de deputado federal à disposição de todos os prefeitos da região metropolitana. Segundo o parlamentar, ele visitará outros prefeitos da região e se empenhará para que o processo de metropolização seja implementado com êxito.

Infraestrutura aeroportuária

Hoje participei da posse do novo presidente da INFRAERO, Engenheiro Murilo Barbosa. Apresentei reivindicações em favor do nosso Estado.

Segue o discurso que fiz, há pouco, na Câmara:

O SR. PRESIDENTE (Inocêncio Oliveira) - Dando prosseguimento ao período das Comunicações Parlamentares, concedo a palavra ao Deputado Flávio Dino, do PCdoB do Maranhão.S.Exa. dispõe de 5 minutos na tribuna.

O SR. FLÁVIO DINO (Bloco/PCdoB-MA. Sem revisão do orador.) - Sr. Presidente, Sras. e Srs. Parlamentares, venho da posse do novo Presidente da INFRAERO, o Engenheiro Murilo Marques Barbosa, a quem conheço há muitos anos.Murilo Marques Barbosa há muito faz parte do quadro técnico do Estado brasileiro e é um homem competente, honesto e preparado para tão relevante missão. Formado pela PUC do Rio de Janeiro, com longa experiência nas áreas nuclear, militar e tecnológica, foi Diretor de Telecomunicações da Presidência da República durante os 8 anos do Governo do Presidente Fernando Henrique Cardoso. Desde o início do Governo do Presidente Lula, ele vem prestando serviços ao Ministério da Defesa, inicialmente como assessor especial dos vários Ministros que por ali passaram e, finalmente, como Chefe de Gabinete do Ministro Nelson Jobim. Portanto, reúne os atributos necessários para aprofundar um processo de reconstrução da estrutura aeroportuária e do setor de aviação civil no Brasil.Nós todos testemunhamos, a Nação testemunhou, em 2007, o auge dessa crise, o chamado apagão aéreo, a demonstração de que o País precisava recuperar os investimentos nesse setor, uma vez que, paradoxalmente, o crescimento da economia, a melhoria dos indicadores sociais, a melhor distribuição de renda geram problemas relacionados à sobrecarga da infraestrutura, em vários planos, inclusive àqueles setores atinentes ao transporte aéreo. Felizmente, mais pessoas viajam de avião, mais pessoas conseguem ter acesso a esse meio para trabalhar, para visitar suas famílias, para usufruir do direito constitucional ao lazer, e, com isso, a estrutura se revelou insuficiente. O Ministro Nelson Jobim recebeu a elevada missão do Presidente Lula de liderar um processo de recomposição dos quadros que dirigem as várias empresas e autarquias encarregadas de dotar os consumidores, os cidadãos brasileiros das condições para usufruírem dessa dimensão do direito de ir e vir.O Ministro Nelson Jobim iniciou esse processo pela Agência Nacional de Aviação Civil, hoje presidida pela competente técnica Solange Paiva Vieira, a quem tive a honra de também conhecer, quando juntos trabalhamos no Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do então Ministro do Supremo Nelson Jobim, e lá fizemos uma série de trabalhos conjuntos. Por isso sei, tenho acompanhado e quero mais uma vez testemunhar que a Dra. Solange Paiva Vieira vem fazendo um grande trabalho à frente da ANAC. Agora, o Ministro Nelson Jobim designa, com a concordância do Presidente Lula, o Dr. Murilo Marques Barbosa para presidir a INFRAERO. Quero parabenizar o Dr. Murilo pela elevada investidura a tão importante cargo, desejar sucesso a S.Exa. e apresentar as reivindicações, como já tive a oportunidade de fazer, para que também o meu Estado, o Maranhão, seja beneficiado com os investimentos necessários.O Maranhão é um Estado com vocação turística. Sua base industrial e agrícola está em expansão. Nós temos um ciclo de desenvolvimento anunciado, inclusive com a perspectiva da implantação de uma grande refinaria da PETROBRAS, o que aumentará o fluxo de passageiros na cidade de São Luiz. Seja pela indústria do turismo, seja pela movimentação do mundo dos negócios que esse megainvestimento trará, precisamos nos antecipar aos problemas.O Aeroporto de São Luís precisa ser modernizado, expandido. É necessário ampliar sua área física, melhorar suas condições de receber as aeronaves, melhorar o conforto dos passageiros, inclusive com a instalação de ar-condicionado. São Luís está a 2 graus da Linha do Equador e lá faz muito calor. É importante que o aeroporto, assim como todas as estruturas públicas, possam atender com dignidade os cidadãos maranhenses e aqueles que para lá se dirigem, para lazer ou para realizar atividades laborais. O Aeroporto de São Luís precisa ser modernizado.Precisamos também melhorar a nossa malha no interior do Maranhão. O Maranhão é um Estado bastante grande — são 217 municípios; grandes distâncias se verificam — , e a aviação regional merece ser incentivada. Há municípios que estão a mais de mil quilômetros da cidade de São Luís. Precisamos de campos de pouso. Tenho certeza de que a INFRAERO, sob a Presidência do Dr. Murilo, se encarregará, com velocidade, de atender às nossas reivindicações. Por exemplo, a cidade de Santo Amaro, um dos portais do Parque Nacional dos Lençóis Maranhenses, beleza exuberante, reconhecida hoje mundialmente, patrimônio do povo brasileiro e do povo do Maranhão, e a cidade de Barreirinhas — Barreirinhas, de um lado, e Santo Amaro, do outro — reúnem todas as condições de receber grande fluxo turístico nacional e internacional. Para isso, a cidade de Santo Amaro precisa de um campo de aviação adequado, a fim de, mediante a implantação da aviação regional, poderexercer, na sua plenitude, a vocação de uma das portas de entrada do Parque Nacional dos Lençóis Maranhenses. Assim, poderá ajudar a desenvolver aquela região, gerar emprego e renda, oportunidade de trabalho para homens e mulheres em nosso Estado.Boa sorte ao Dr. Murilo. Que ele faça um grande trabalho!

Secretaria Nacional do Futebol

Aprovamos há pouco a criação da Secretaria Nacional de Futebol e Defesa do Torcedor. Será o órgão que coordenará a preparação do país para a Copa do Mundo de 2014. Fui o relator. Segue a matéria da Agência Câmara:

Tempo real - 11/08/2009 15h30

CCJ aprova criação da Secretaria Nacional de Futebol

A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) aprovou há pouco o Projeto de Lei 3620/08, do Poder Executivo, que cria a Secretaria Nacional de Futebol e da Defesa dos Direitos do Torcedor, no âmbito do Ministério do Esporte. Como o projeto tramitava em caráter conclusivo, agora será encaminhado para análise do Senado Federal. As principais competências do órgão, de acordo com o projeto, serão planejar, desenvolver, acompanhar e monitorar as atividades no âmbito do futebol e apoiar ações ligadas a eventos de grande porte.EstatutoA secretaria será encarregada de garantir o cumprimento do Estatuto do Torcedor (Lei 10.671/03), sancionado em 2003. O governo pretende revitalizar estádios; monitorar as torcidas organizadas, reservando espaços específicos para cada uma; instalar equipamentos de segurança e adotar policiamento especializado.Também está sendo estudada uma reformulação da Lei Pelé (9.615/98) para evitar a saída prematura de jogadores para o exterior. O relator na comissão foi o deputado Flávio Dino (PCdoB-MA), que analisou constitucionalidade, juridicidade e técnica legislativa do projeto.

Pacto pela Justiça

Do site do Supremo:

Segunda-feira, 10 de Agosto de 2009

Presidente do STF recebe representante da Câmara para falar sobre Pacto Republicano

O Pacto Republicano foi o assunto tratado em reunião no Supremo Tribunal Federal entre o presidente da Corte, ministro Gilmar Mendes, e o deputado federal Flávio Dino. A ideia foi dar continuidade a uma série de conversas sobre o Pacto com o objetivo de que o Judiciário se torne mais rápido e eficiente.

Com a assinatura do documento entre os poderes da República, há uma série de projetos em trâmite no Congresso Nacional que são prioritários. O deputado Flávio Dino foi designado pelo presidente da Câmara dos Deputados, Michel Temer, para representar aquela Casa na relação com demais atores do Pacto, isto é, o Senado Federal, o Supremo e o Governo.

“O propósito dessa visita foi o de identificar o conjunto de proposições que reúnem os atributos da relevância e da viabilidade para que neste segundo semestre possamos dar continuidade a esse processo de aprimoramento do Judiciário”, afirmou Dino.

Segundo ele, cinco são os temas que podem ser votados no segundo semestre de 2009, tais como: a Responsabilidade Civil do Estado, que amplia a possibilidade de o cidadão ser indenizado por ação ou omissão de agentes públicos; atualização da lei de abuso de autoridade, que aumenta a pena e redesenha os crimes; lei sobre ADI por omissão; projeto de convocação de juízes para o STF e para o STJ; segunda parte da reforma do Judiciário, que discutirá temas como o foro por prerrogativa de função para ex-autoridades e a nova regulamentação da ADC, instrumento que atualmente refere-se apenas a atos federais e seria ampliado para atos estaduais.

EC/EH


Justiça e Política

Juízes e professores vão discutir as relações entre Direito e Política no Seminário Nacional sobre Justiça Constitucional. As palestras acontecem de 12 a 14 de agosto, no Centro Cultural Justiça Federal, no Rio de Janeiro.

O evento é organizado pela Escola de Magistratura Regional Federal da 2ª Região e pela Associação Brasileira de Ciência Política, entre outras instituições. As inscrições podem ser feitas no site da Emarf.

Confira a programação

Dia 12

9h: Abertura

11h Conferência de abertura
Min. Sepúlveda Pertence

14h00-16h15 Mesa Redonda: Jurisdição e teoria constitucional no Brasil
Coordenadora:
Giselle Citadino (PUC/RJ)
Expositores:
Gilberto Bercovici (FD/USP)
Rogério Dutra (UFF)
Martônio Barreto (UNIFOR)

16h30- 19h Mesa Redonda – Justiça e Constituição na história política brasileira
Coordenador:
Ricardo Marcelo Fonseca (IFPR/IBHD)
Expositores:
Arno Wehling (UGF/UniRio)
Gladys Ribeiro (UFF)
Christian Cyrill Linch (UFF/UGF)

Dia 13

9h-11:15h Mesa Redonda – O ST e o sistema político em Perspectiva comparada
Coordenador:
Andrei Koerner (INEU/Unicamp)
Expositores:
Marcus Faro de Castro (UnB)
Ernani Carvalho (DCP/UFPe)
Marco Aurélio Sampaio (Cebrap/USP)

11h30-12h30 2ª Conferência: Judiciário, Constituição e Democracia no Brasil
Luís Werneck Vianna (Iuperj)

14h00-16h15 Interpretação constitucional
Coordenador: Jane Reis (Juiza Federal)
Expositores:
Marcelo Cattoni (PUC/MG)
Luís Roberto Barroso (PGE/UERJ)

16h30- 19h Mesa Redonda: Métodos de trabalho e o processo de decisão judicial
Coordenador: Cristina Carvalho Pacheco (UEPb)
Expositores:
Fernanda Duarte (Emarf/UGF/InEAC)
José Ricardo (FGV/RJ)

Dia 14

9h-11:15h Mesa Redonda: Justiça constitucional, direitos individuais e políticas públicas
Coordenador: Rodrigo Mascarenhas (PGE/RJ)
Expositores:
Marcelo Burgos (PUC/RJ)
Gustavo Feitosa (Unifor)

11h30-12h30 3a. Conferência: Teoria e pesquisa sobre Justiça constitucional
Michael McCann

14h00-16h15 Mesa Redonda: Justiça Federal, profissões jurídicas e a Mobilização social do direito
Coordenadora: Débora Alves Maciel (CEBRAP)
Expositores:
Fabiano Engelmann (UFRGS)
José Carlos Garcia (Juiz Federal)

16h30-19h Mesa Redonda: O STF, o CNJ e a organização do PJ no Brasil
Coordenador: Charles Pessanha (Iuperj)
Expositores:
Joaquim Falcão (FGV/RJ)
Flávio Dino (Deputado Federal)
Luciana Gross Cunha (FGV/SP)